Hoje daremos continuidade a cobertura da corrida presidencial no Palmeiras. O candidato da vez é Paulo Nobre. Ele tem 42 anos e uma carreira diferente das de seus concorrentes. Durante 11 anos, Nobre foi piloto de carros de Rally e hoje trabalha no mercado financeiro. É um dos candidatos da situação(Palaia é o outro). Segundo Palaia, ele não tem história dentro do clube para se tornar o presidente. Mas Nobre já tem sim alguma ligação com o clube. Na administração de Afonso Della Monica, Paulo Nobre foi um de seus vices, e antes disso já havia sido conselheiro e diretor social do Palmeiras.
Em suas entrevistas, Paulo Nobre tem agradado até aos entrevistadores. O jornalista Alexandre Praetzel, por exemplo, o achou bem preparado para assumir o cargo.
Apesar de ter ligação com a atual situação do Palmeiras, considera-se Nobre como um candidato independente e alternativo. Recentemente, concedeu uma entrevista ao jornalista e comentarista Paulo Vinícius Coelho, o PVC. Questionado sobre o que teria levado-o a se candidatar à presidência do Palmeiras, Nobre respondeu:
"Eu costumo dizer que o futebol se tornou profissional no Brasil em 1933, mas apenas de um dos lados do balcão. É preciso profissionalizar o lado do dirigente. Isso significa que o profissional dos cargos de direção dos clubes precisa ser remunerado e cobrado por desempenho. Implantar a questão da produtividade, como funciona com os executivos, com salário e bônus pelos resultados alcançados".
Perguntado sobre os conflitos entre situação e oposição, muito frequentes no Palmeiras, Paulo Nobre disse:
"O mais importante é que exista profissionalismo. A vida do Palmeiras foi marcada por oposição e é bom que ela exista. Mas uma oposição justa. A dificuldade para pacificar os diversos grupos do clube muitas vezes é a maneira como se dá a nossa eleição. Uma eleição em que a agressividade passa a existir e isso dificulta montar uma diretoria que conte com as melhores cabeças, depois da eleição. O fato é que ganhando a eleição, não vamos olhar o que os grupos têm de mal, mas tentar fazer uma composição com o que o Palmeiras tem de melhor. É prepotência achar que só existe gente boa no seu grupo".
E o que ele pode garantir aos palmeirenses caso vença?
"Que nós vamos trabalhar para fazer o Palmeiras ser um clube vencedor. Mas não adianta achar que alguém assumiu e, como num passe de mágica, vamos ganhar a Libertadores. Sei que vai ter gente cobrando o título da Libertadores, esquecendo até que não estamos classificados para disputá-la. As pessoas também dizem que posso ser um bom presidente por causa do dinheiro. Não vou colocar dinheiro do meu bolso no Palmeiras, porque isso não pode ser a receita para o Palmeiras. Precisamos é criar condições para que o Palmeiras faça seu dinheiro" - declarou Paulo Nobre.
Outras propostas do candidato: um planejamento financeiro onde o clube arrecade mais do que gaste, para assim pagar suas dívidas; separar o lado social do de futebol; lançar um plano de sócios em diferentes categorias, onde alguns terão direito à voto nas escolhas de presidentes; comandar a área de futebol ao lado de Felipão, dando total liberdade para o técnico montar o elenco.
Paulo Nobre ainda acredita que no final receberá o apoio de Palaia, por mais que este negue e critique Nobre, mas ele parece estar cada vez mais enfraquecido dentro do clube.
"Como tem três chapas, pode até ser que na reta final alguém possa nos apoiar. As eleições mais antigas mostram que na reta final pode acontecer, o pessoal acaba cedendo e se unindo. Acho que as chances estão proporcionais" - crê Genaro Marino, o vice da chapa de Paulo Nobre.
Amanhã será a vez do candidato Arnaldo Tirone ter o seu lado exposto aqui.
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