Assim como 2009, o ano de 2010 foi marcado por muitos erros no Palmeiras. Muitas contratações foram feitas durante toda a temporada, mas nada foi capaz de trazer um título ao clube e nem sequer a vaga para a próxima Libertadores.
Tudo começou no Campeonato Paulista. Comandado por Muricy Ramalho, o time estava colecionando péssimos resultados. Eis que vem o jogo contra o São Caetano, no Palestra Itália. Após um primeiro tempo horroroso, em que o Palmeiras saiu perdendo por 3 a 0, SÃO MARCOS declarou que ao final do ano iria se aposentar. O time perdeu por 4 a 1 e no dia seguinte Muricy saiu do clube. Menos mal que SÃO MARCOS pensou com mais calma e ainda não se aposentou.
Veio então, uma nova era no clube. Com a chegada do algoz de Muricy, Antôn

io Carlos, a equipe dava pinta de que iria reagir. A estreia foi fantástica, 2 a 0 nos Bambis no Palestra Itália. Mas enganou-se quem pensou que o Palmeiras iria se classificar à próxima fase do Paulistão, pois o rendimento voltou a ser pífeo e a equipe amargou o 10° lugar.
Na Copa do Brasil depositava-se a grande esperança de voltar a Libertadores. Eliminou sem sustos o Flamengo-PI e passou com uma certa dificuldade pelo Paysandu e principalmente pelo Atlético-PR. Chegou às quartas de final para enfrentar o Atlético-GO. Na primeira partida, venceu o time goiano no Palestra por 1 a 0, mas no jogo de volta perdeu em Goiânia pelo mesmo placar e nos pênaltis SÃO MARCOS defendeu três, mas inacreditavelmente o Palmeiras desperdiçou outras quatro cobranças. E assim a primeira oportunidade de ir a competição mais importante das Américas foi jogada no lixo.
No Brasileirão, mais decepções. Na segunda rodada, após um empate contra o Vasco em São Januário, Antônio Carlos e alguns jogadores se desentenderam ainda no Rio de Janeiro e o técnico caiu. Jorge Parraga assumiu o clube interinamente até a parada para a Copa do Mundo, que se fazia muito necessária porque precisava-se urgentemente de reforços e a

s expectativas para reforços importantes eram grandes.
Após a Copa do Mundo, tudo levava a crer que finalmente o Palmeiras daria muitas alegrias. Antigos sonhos do torcedor vieram, Felipão, El Mago Valdívia e Gladiador Kleber. E junto dos novos reforços um outro jogador começou a se destacar. Marcos Assunção mostrou sua categoria em cobranças de faltas e ganhou o respeito dos adversários e o carinho da torcida. O Palmeiras terminou mal o primeiro turno do Brasileirão, mas no segundo turno mostrou uma reação excelente, onde chegou até conseguir uma sequência boa de jogos sem derrota e a vencer bastante fora de casa. Mas outros tropeços vieram e Felipão viu-se obrigado a deixar o campeonato de lado para dar prioridade para o caminho mais fácil à Libertadores, a Sul-Americana. O time acabou o Brasileirão com quatro derrotas consecutivas e ficou somente na 10° posição. E assim era jogada fora a segunda chance de voltar a competição mais importante das Américas.
Mas o golpe mais duro ficou reservado para a última competição do ano. No primeiro jogo da Sul-Americana, o Palmeiras perdeu em Salvador para o Vitória por 2 a 0. Na semana seguinte veio aquele que foi o jogo mais marcante do ano, no qual o palmeirense poderá se recordar com alegria apesar de o ano ter sido péssimo. O Palmeiras recebeu o Vitória para d

ecidir uma vaga à fase seguinte no Pacaembu, e o que parecia impossível aconteceu, o time de Felipão venceu por 3 a 0, com um golaço maravilhoso de Marcos Assunção batendo falta já nos instantes finais e se classificou. Na fase seguinte, passou com tranquilidade pelo fraco Universitário de Sucre(BOL) e depois eliminou também o Atlético-MG, mesmo tendo sofrido um pouco. Chegou às semifinais e após vencer o Goiás em Goiânia por 1 a 0, o inacreditável mais uma vez aconteceu com o Palmeiras, mas desta vez de forma negativa. O time perdeu em pleno Pacaembu no jogo de volta por 2 a

1, e de virada, e pelo número de gols marcados fora de casa foi eliminado. E pela terceira vez no ano uma oportunidade de ir a Libertadores foi desperdiçada, sendo nesta vez o golpe mais duro, pois depositava-se muita confiança na conquista da Sul-Americana.
Vendo tudo isso, pode-se concluir até que 2010 tenha sido pior que 2009. Muitas coisas inexplicáveis acontecem sempre, pois o Palmeiras é o time das coisas inacreditáveis: quando se pensa que vai perder, surpreende à todos e sai com uma bela vitória(como foi contra o Vitória), e quando acredita-se que vai vencer, perde de forma incrível(como contra o Goiás). Esperamos que em 2011 isso acabe e que os títulos voltem.