sexta-feira, 13 de maio de 2011

Pais de Deola se emocionam ao conversarem com o "professor" do filho

O Palmeiras tem pela frente mais de uma semana para se preparar para o seu próximo jogo, que será pela rodada inicial do Brasileirão. Com isso, os jogadores tem a possibilidade de levar parentes para os treinos, e assim passar mais tempo com eles. Foi o que aconteceu com Deola.
Desde seus 14 anos, quando abandonou sua terra natal, Céu Azul(PR), o camisa 22 sempre teve dificuldades para conversar com seus pais. E nesta sexta-feira ele pôde matar saudades dos tempos em que viveu no interior do Paraná, ao estar com seu Arcângelo e dona Elzira, que são seus pais.
Mas eles não estiveram no clube apenas para acompanhar o filho. Estiveram lá também para ver o "professor" de Deola. Só podia ser SÃO MARCOS! Sempre é ele quem ajuda Deola. E com certeza já o ensinou muita coisa.
"O Marcos é uma pessoa especial, não temos o que falar, ajuda muito o nosso filho aqui em São Paulo" - disse dona Elzira, que tirou muitas fotos com o ícone do gol e revelou que ficou feliz quando SÃO MARCOS se lesionou e deu uma chance à Deola:
"O Marcos me perguntou se eu tinha adorado que ele se machucou e o Deola ficou como titular(risos). O Deola conta tudo, né(risos). Eu falei para o Marcos que sim, ele tem de dar uma chance para o meu filho".
Observando seu Arcângelo e dona Euzira, e também o que eles contam e em sotaque interiorano, percebe-se que Deola é de uma família bem humilde. Hoje em dia, devido à tecnologia, eles conseguem se falar mais facilmente, diferentemente do que era antigamente.
"O Deola nos ligava a cobrar de um telefone público e nós retornávamos" - lembrou o pai do goleiro.
Deola batalhou muito para atingir um sonho que o acompanhava desde a sua infância. E antes de se firmar no Verdão, teve que rodar pelo interior de São Paulo.
"O Deola queria ser goleiro desde bebê. Quando ele era pequeno, nós ficávamos jogando bolas de pingue-pongue para ele defender. Eu jogava dez, quinze, ficava cansada, depois o Arcângelo ia lá, jogava mais. E falávamos que estávamos cansados, mas não adiantava, ele sempre pedia: "só mais uma, só mais uma" - lembrou com carinho a mãe.
Os pais do goleiro ficaram aqui em São Paulo por apenas esta semana, e voltarão para Céu Azul. E deixaram, de certa forma, um aviso importante, que vai além do futebol: o mundo precisa de mais gente humilde, assim como seu Arcângelo e dona Elzira.

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